quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Brasil é o que tem mais a ganhar com formalização dos BRIC's

Américo Martins
Editor-executivo do Serviço Mundial da BBC




A criação oficial de um grupo que reúna os quatro países dos BRICs parece ser mais importante para o Brasil do que para os outros três parceiros do grupo - Rússia, Índia e China.

Os quatro países preparam o primeiro encontro oficial dos BRICs (grupo que até hoje existe apenas como um conceito formulado pelo mercado financeiro para se referir às grandes economias emergentes) para meados deste ano.

A intenção é discutir interesses comuns e uma possível estratégia conjunta para enfrentar a crise econômica mundial.

O grande problema, no entanto, é o fato de que os interesses do grupo são muitas vezes distintos - tanto do ponto de vista econômico, como político. Além disso, não se sabe o grau de importância real que cada país daria ao grupo.

Associação direta

O Brasil, que vem aumentando visivelmente a sua atuação diplomática nos últimos anos e pretende ser reconhecido como muito mais do que uma potência regional, provavelmente vai tratar o grupo como uma de suas prioridades internacionais.

Afinal, o país ganha ainda mais peso ao ser associado diretamente com uma potência econômica como a China ou a um país líder na produção de energia como a Rússia.

Para os outros países, no entanto, o grupo pode acabar não sendo tão prioritário. Mesmo que os três consigam maiores benefícios com uma ação conjunta dos BRICs, eles já têm um envolvimento maior do que o do Brasil em algumas áreas chave da política internacional.

Os três parceiros do Brasil são potências militares estabelecidas e todos possuem a bomba atômica - o que lhes confere um peso diferente na grande maioria das negociações internacionais.

China e Rússia têm assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU, o mais importante fórum de política externa do planeta.

Além disso, a Rússia faz parte do G8 e a economia chinesa já é a terceira maior do mundo.

A Índia é tida como o país mais importante para garantir algum nível de estabilidade no Sul da Ásia, uma das regiões mais voláteis e importantes para a política externa das grandes potências ocidentais, e sua economia é uma das que mais cresce no mundo.

A lista inclui ainda fatores como o tamanho dos mercados consumidores de Índia e China e o fato de a Rússia ser a maior fornecedora de energia para a Europa.

Brazil Design Week

De 3 a 6 de novembro aconteceu o Brazil Design Week 2009. Com a apresentação de cases empresariais, nacionais e internacionais, as discussões nos seminários giraram em torno de como o design construiu diferença e criou valor em diversos setores. Foram 4 seminários, organizados em parceria com entidades setoriais que trazem 3 cases de sucesso, seguidos de debates com especialistas de cada setor.
Os debates dos Fóruns colocaram em pauta as políticas de governo, as entidades de fomento, as universidades e entidades de ensino, discutindo temas relevantes à toda a indústria, como a sustentabilidade. Além disso, foi apresentada uma pesquisa inédita sobre a contribuição e agregação de valor do design na indústria brasileira.
Na foto está o Prof. Panchal, um dos palestrantes, que veio ao Brasil como convidado da ABDESIGN.

Sua presença foi conseqüência da visita de Manoel Muller ao Design Conclave em Mumbai, que aconteceu em setembro desse ano. Visita que teve o apoio da Câmara de Comércio Brasil Índia, pelo projeto desenvolvido com a APEX.



15 de Setembro de 2009

Câmara de Comércio Brasil e Índia é inaugurada no Rio de Janeiro


O Sistema FIRJAN realizou nesta segunda a inauguração da Câmara de Comércio Brasil-Índia do Rio de Janeiro (CCBI-RJ). A Câmara será responsável por estreitar as relações comerciais num trabalho em conjunto com a Embaixada e o Consulado Indiano, dando maior acesso para o produto brasileiro ao mercado indiano e promovendo troca de tecnologia e conhecimento, um importante passo para o aumento das exportações.

O comércio do Brasil com a Índia vem crescendo nos últimos anos e possuí expectativa de movimentar US$ 8 bilhões em 2010. O Brasil é um importante importador da indústria química, têxtil e de produtos farmacêuticos indianos. E exportador de aeronaves, minerais e pedras semipreciosas. A Índia ocupa hoje a 12ª posição entre as maiores economias mundiais, com um PIB de US$ 1,2 trilhão e crescimento anual médio de 7% ao ano. O país detém 65% do mercado de TI e 46% do atendimento remoto mundial, tecnologia que pode ser repassada ao Brasil. De acordo com o cônsul indiano J.K. Tripathi, “A Índia busca uma cooperação com o etanol brasileiro. O Brasil é um gigante em uma importante fonte de energia. Não possuímos terras o bastante, nossa prioridade é a produção de alimentos”. Em 2009 a Índia subiu 21 posições no ranking de parceiros econômicos do Brasil, saindo do 39º lugar para 18º.


Participaram do lançamento o vice-presidente da FIRJAN, Carlos Gross; o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Índia da cidade do Rio de Janeiro, Marcello Tournillon Ramos; o subsecretário de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Wanderley Mariz; e o presidente nacional da CCBI, Roberto Paranhos do Rio Branco. Também esteve presente o presidente da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto.

Negócios Internacionais - 17/09/2009

Câmara de Comércio irá fortalecer negócios entre o Paraná e a Índia

Paraná é o terceiro estado a criar uma Câmara de Comércio Brasil-Índia estadual. Iniciativa tem o apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiep.

O Paraná é o terceiro Estado brasileiro que mais exporta para a Índia. Em 2007, as exportações paranaenses para o país asiático somaram US$ 133 milhões. No mesmo ano, foram importados US$ 92,4 milhões, o que representou um saldo de mais de US$ 225 milhões em transações comerciais. O crescente relacionamento entre o Paraná e o mercado indiano possibilitou a criação de uma Câmara de Comércio Brasil - Índia - Seção Paraná. A Câmara foi lançada na última quarta-feira (16), em Curitiba, em encontro promovido pela Câmara de Comércio Brasil - Índia, com apoio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Na avaliação do cônsul geral da Índia em São Paulo, Jeitendra Tripathi, a Índia representa um grande mercado e esta pode ser uma ótima oportunidade para o Brasil. "A Índia é um país que está aberto para negociações. Temos uma forte indústria na área de tecnologia da informação, farmacêutica e de lapidação de pedras preciosas. Em contrapartida, processamos apenas 1,5% dos alimentos que consumimos. Esta é uma oportunidade de inserção do agronegócio paranaense na Ásia", disse.
O diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Fiep, Sandro Vieira, destacou a crescente relação bilateral entre Paraná e Índia. "O que precisamos agora é incrementar essas relações. Para isso, é necessário criar um ambiente propício para a internacionalização de nossas empresas. É aí que entra o CIN, auxiliando e orientando o empresário que busca uma inserção no mercado externo", observou.


O Paraná exporta para a Índia principalmente óleo de soja, bombas injetoras de combustível para motor diesel, injetores para motor diesel, grãos e café solúvel. Destacam-se as empresas Bunge Alimentos, de Ponta Grossa; Robert Bosch, de Curitiba; e Imcopa, de Araucária. "Na Índia, há muitas oportunidades, uma vez que o país está em processo de crescimento. A Índia é a porta de entrada dos produtos paranaenses na Ásia", destacou Roberto Paranhos do Rio Branco, presidente da Câmara Nacional de Comércio Brasil - Índia.

A opinião de Paranhos é compartilhada por Rakesh Vaydianathan, representante do The Jai Group, serviços de negócios para a economia do BRICS. "O Brasil sempre considerou a Europa e os Estados Unidos como grandes mercados, e a Índia e a China como concorrentes. O Brasil deveria considerar a Índia como parceira estratégica", disse. Diogo Matté Amaro, presidente da Câmara paranaense, acredita em relacionamento cultural, além de comercial. "Vão surgir novas oportunidades de integração e complementaridade. Será uma oportunidade para aproximarmos a cultura, que já está sendo difundida no Brasil."


Presidente da Câmara Brasil Índia – Paraná, Diogo Matté Amaro, ladeado pelo Cônsul do Senegal Oseil Moura dos Santos e o empresário Acef Said durante o evento de inauguração na Fiep.